Maia de fora do mapa do Metro do Porto

17 dezembro 2020
1min.

A linha prevista nas bases da concessão desde 1998, que ligaria o Hospital de São João ao centro da Maia, pode vir a não ser construída.

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A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto realizou um relatório onde conclui que várias das propostas de traçado do metro ou não servem para este efeito ou, por terem, segundo o estudo, pouca procura, podem ser explorados com recurso a BRT (Bus Rapid Transit), ou até nem para e a esta solução servem.

Assim, mesmo com vários mapas elaborados desde 1998 até então valorizarem a necessidade da criação de uma segunda ligação de metro do Porto à Maia, o estudo da FEUP - que o Município da Maia já pediu para ser revisto - indica que esta é um dos traçados aptos para BRT.

Por outro lado, uma segunda linha para Gaia, entre a Casa da Música e Santo Ovídio, aponta para um potencial muito grande, pela criação da primeira circular a sul do Douro. Assim, perante a necessidade de definir rapidamente os investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência (a executar até ao final de 2026), o Governo já alocou a este projecto - que implica uma nova ponte sobre o rio Douro - quase 300 milhões de euros. Outra prioridade é o eixo do Campo Alegre, no Porto, enquanto projecto de metro-bus, com 83 milhões de euros previstos.
O jornal Público aponta 1300 milhões de euros como o valor falado para a expansão global da rede de metro, ainda que as várias fontes de financiamento ainda não estejam certas. Estima-se que o financiamento europeu ronde os 70%, o que ajudará a garantir a sustentabilidade económica do serviço.


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