Lisboa divulga visão estratégica para Mobilidade 2030

22 outubro 2020
3min.

O MOVE 2030 é um documento que dá corpo aos pilares estratégicos aprovados pelo município, com soluções para a mobilidade em torno de cinco redes, cinco serviços e cinco eixos.

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Trata-se de uma aposta fundamental da cidade, no intuito de ter uma mobilidade mais inteligente, com mais acessibilidades e menos impactos a vários níveis.

Organização da mobilidade:

5 Redes:  Pedonal, transportes públicos, rodoviária, ciclável e interfaces

5 Serviços: Estacionamento, transportes partilhados, logística urbana, mobilidade complementar, transportes turísticos

5 Eixos: Gestão, controlo e optimização de meios; Informação, promoção, sensibilização e participação pública; financiamento; regulamentação; monitorização, avaliação e revisão.

A MOVE Lisboa - Visão Estratégica para a Mobilidade 2030 define um desígnio claro quanto ao futuro desejado e aponta as directrizes para a utilização dos instrumentos operacionais que conduzirão a um novo patamar em termos de mobilidade e acessibilidade urbana.

É proposto um sistema de transportes mais integrado, confiável, conectado, acessível e aberto a novas soluções, recuperando espaço para as pessoas, aumentando o sentido de pertença da comunidade, maximizando a qualidade de vida da população residente na cidade e na Área Metropolitana de Lisboa e melhorando a experiência de quem utiliza e vive Lisboa.

Assim, algumas soluções passam por reduzir a dependência do veículo próprio, melhorando a qualidade de vida e a saúde dos lisboetas. Hoje, com a gestão de todos os transportes de superfície, do estacionamento, da Polícia Municipal, do planeamento da mobilidade, dos semáforos, das ciclovias e da futura rede de bicicletas partilhadas, a CML deve liderar este movimento de vários parceiros (Governo, outros Municípios, empresas de transportes, entre outros) assumindo a sua responsabilidade.

As medidas apresentadas, alinhadas com o Pacto de Autarcas e com o desafio das Nações Unidas para as Cidades Sustentáveis, pretendem dar resposta aos problemas de quem entra todos os dias na cidade para trabalhar, através da modernização da linha de Cascais e da criação de faixas dedicadas ao transporte público nas principais vias de acesso a Lisboa e a quem circula internamente na cidade, melhorando os transportes públicos de forma integrada, numa óptica de sustentabilidade ambiental e de inclusão. 

De acordo com o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, “a liberdade de utilização sem restrições do automóvel tem ajudado à dispersão urbana e à diminuição da liberdade dos que veem diminuído o acesso aos transportes públicos e dificultada a possibilidade de se deslocarem a pé e de bicicleta. Contrariando esta tendência, propomos que em 2030 Lisboa seja uma cidade mais saudável e mais livre, sob pena de ver defraudadas as expetativas criadas relativamente a uma sociedade que se quer justa e para todos”.


Saiba mais AQUI.

 

 

 


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