Pneumáticos
28 outubro 2019

Michelin regista aumento mas mantém preocupação relativa ao mercado

Num mercado cada vez mais difícil dos veículos pesados de mercadorias, os pneus Michelin registaram uma quebra no volume de vendas. Para esta quebra contribuíram a forte quebra, que não esta nas previsões, dos mercados Agrícola e de Construção.

Contudo, com uma rigorosa gestão e monitorização dos preços em cada atividade e região, com subidas de preços no terceiro trimestre controladas, a Michelin mercê do seu programa sustentado do plano de competitividade, acabou por conseguir equilibrar e manter no segmento Turismo, uma boa posição que lhe garante encarar o próximo ano com confiança.

Florent Menegaux, Presidente do Grupo, declarou que “face à degradação dos mercados, mais forte do que o esperado, em particular nos camiões, o Grupo continua a trabalhar na melhoria da competitividade das suas atividades, na monitorização rigorosa dos preços e no reforço das suas posições nos segmentos com maior crescimento. Neste contexto difícil, quero, antes de mais, agradecer o compromisso das equipas, e os seus esforços para limitar os efeitos deste ambiente desfavorável”.

Entretanto, no decorrer do ano, os mercados Turismo-Comercial deverão ainda cair 1%, e o ligeiro crescimento dos mercados de Substituição (+ 1%), não irão conseguir compensar. Também o forte retrocesso dos mercados de Equipamento de Origem (- 6%) e os mercados de Camião, retrocederão ainda mais neste quarto trimestre, para terminarem o ano com uma redução de 4% sendo, contudo, é esperada a estabilidade nos mercados de Especialidades.

Por outro lado, a manutenção da procura de pneus para Minas e Aeronaves permitirá, por sua vez, compensar o forte retrocesso dos mercados Agrícola e de Construção. O impacto das matérias primas e dos direitos aduaneiros será negativo em 100 milhões de euros no ano.

Apesar deste cenário, a Michelin confirma a sua tendência com um crescimento dos volumes em linha com a evolução mundial dos mercados, conseguindo um Resultado Operacional superior ao de 2018 e uma contribuição adicional da Camso e da Fenner de 150 milhões de euros, com um cash flow livre estrutural superior a 1450 milhões de euros.

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