“Acredito em pessoas e em ideias”

4 dezembro 2018

Foi na 4.ª classe, por causa de um trabalho de casa onde decidiu fazer um mini anúncio, que Vanessa Barros soube que iria fazer carreira no mundo do marketing. Formou-se na área e entrou no Grupo Nors como estagiária, em 2009, sendo hoje gestora das redes TOPCAR e TOP TRUCK.

Vanessa Barros - Gestora das redes TOPCAR e TOP TRUCK
Vanessa Barros - Gestora das redes TOPCAR e TOP TRUCK
Vanessa Barros - Gestora das redes TOPCAR e TOP TRUCK
Vanessa Barros - Gestora das redes TOPCAR e TOP TRUCK
Vanessa Barros - Gestora das redes TOPCAR e TOP TRUCK

Vanessa Barros - Gestora das redes TOPCAR e TOP TRUCK

O sector do pós-venda nem sequer era o mais provável, mas foi precisamente aí que Vanessa Barros teve “a sorte” de integrar o Grupo Norsonde sempre me deram novas oportunidades e pude crescer”. Descreve-se como uma pessoa “muito dinâmica”, que gosta de “trabalhar ideias e conceitos” e, com 30 anos, tem há três à sua responsabilidade a gestão da rede TOPCAR, com a qual acumula, desde Julho a rede TOP TRUCK.

Foi nas instalações da AS Parts, no Seixal, que nos falou, com entusiasmo, sobre o seu trabalho. Orgulhosamente, diz-nos que já contam com 82 oficinas, espalhadas por todo o território nacional e que aquilo que a deixa mais descansada é “quando vejo que o negócio está a correr bem aos nossos parceiros. Fico tão feliz como se fosse meu”. É esta paixão pelo que faz que a leva a considerar que as decisões mais difíceis “são quando algum parceiro tem de sair da rede, porque fico sempre a pensar se poderíamos ter feito algo mais”.Ser mulher neste meio não me facilita a vida, mas também não dificulta”, é assim que, em poucas palavras, fala sobre a questão tão actual da igualdade de género.

Concisa nas respostas, descreve um bom funcionário como sendo “aquele que é leal empresa e que goste e acredite na marca” e refere que, para que haja crescimento, “todos têm de saber quais os objectivos, para lutarmos todos pelo mesmo”.

Gestora de uma equipa formada por quatro elementos, que lidera de forma “democrática, onde se debatem ideias e há um respeito mútuo”, revela que vê “potencial em tudo, sejam pessoas ou ideias”. Reconhece que, devido à idade, ainda recorre “à formalidade para ajudar a passar uma imagem de maior responsabilidade”, mas, segundos depois, entre sorrisos, vai acrescentando que “é mais uma coisa da minha cabeça, porque depois de verem os meus resultados, ninguém pensa na minha idade”. No dia-a-dia segue dois lemas de vida. Um foi-lhe dado pelo pai, “o não está garantido, o sim nunca se sabe”. O outro pelo primeiro chefe, “não há nada que não consigas fazer”. É com isto em mente que, em conjunto com os parceiros de trabalho, elabora “um conjunto de estratégias de marketing multi-canal e um plano de comunicação para ajudar as oficinas a fidelizar e angariar novos clientes”, algo que, salienta, “mais ninguém tem como mais-valia”.

Destacando o crescimento da rede nos últimos anos, fala-nos naquilo a que chama “gestão glocal, que é pegar em conceitos globais e aplicá-los localmente nas oficinas, caso a caso”, não esquecendo nunca “a identidade de cada uma delas”. Consciente de que é necessário acompanhar a evolução do mercado, defende que “é importante apostar na formação específica e diferenciada, para que possa haver técnicos especializados e qualificados” e, para além disso, “é preciso dar mais atenção ao atendimento ao cliente. Damos-lhes as ferramentas de uma marca global para se conseguirem manter a par das necessidades do mercado”. Mais fã do email do que do telefone, “porque podemos ser mais ponderados e analisar a informação com mais calma”, admite que já lhe aconteceu ir à caixa de email de madrugada, e que também atende telefonemas de trabalho mesmo estando de férias.

Realista, “a maioria das vezes de bom humor”, confessa que o facto de “ser persistente pode ser confundido, às vezes, com teimosia”. Mas foi exactamente a determinação que a levou progredir no Grupo Nors, aceitando sempre os conselhos que lhe foram dando ao longo do percurso, como “nunca pedir um favor a um cliente”.

Dos sonhos por realizar, tudo se resume numa única palavra: “viajar”. E nos próximos planos está a Costa Italiana ou Peru. É de sorriso nos lábios e brilho nos olhos que diz ser “fã de natureza e actividades ao ar livre”, não estranhe, por isso, que se pudesse, Vanessa “gostava de ter um panda”. Na impossibilidade de isso acontecer, confessa-se uma «pessoa de gatos». Com um gosto particular em conhecer novas pessoas e ideias, foi difícil «arrancar-lhe» uma resposta rápida à pergunta sobre quem gostaria de conhecer, pelo facto de “poder responder tantas pessoas diferentes”.

É aí que nos revela o seu interesse pelo marketing político, razão pela qual “gostava de conhecer a pessoa que desenvolveu a campanha eleitoral do presidente francês Emmanuel Macron”. Já noutro âmbito, responde “o Dalai Lama, porque gosto muito da religião budista”. O que mais a tira do sério é a falta de transparência e as injustiças e, se pudesse dar algum recado, escolhia o primeiro-ministro, António Costa, para lhe dizer “que se devia preocupar mais com acções de solidariedade”.

Com alguma timidez à mistura, conta que há três coisas que não sabe fazer e “acho que nunca vou conseguir fazer: cantar, dançar e estacionar”. Bom, se para as duas primeiras não há grande solução, para esta última já só é preciso usar a tecnologia.

Analisando o percurso profissional, sente que lhe “foi dada uma oportunidade de que gostei muito e com a qual estou a aprender imenso”. Mas, por ser uma pessoa activa, que não se vê a fazer sempre o mesmo, daqui a 20 anos gostaria “de ter um projecto pessoal, a par da carreira profissional”, sem ter ainda uma área em mente. “Acima de tudo quero sentir-me realizada e sentir que acrescento valor”, conclui.


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